quinta-feira, 1 de março de 2012

Barrichello decidirá seu futuro nesta quinta na Indy.



Nesta quinta-feira, Rubens Barrichello concederá entrevista coletiva para anunciar o futuro de sua carreira. Sem vaga na Fórmula 1, o piloto se aproximou da Indy após testes nas últimas semanas. Se realmente optar pelas pistas americanas, Rubinho será o 12º brasileiro a fazer a transição entre as categorias. E, de todos que o fizeram, foi Raul Boesel quem mais tempo ficou nos Estados Unidos. 

Depois de correr na F-1 em 1982 e 1983, Boesel, que hoje trabalha como DJ, correu de 1985 a 1999 na Indy, em um total de 15 temporadas nas pistas americanas. Com experiência na transição, ele acredita que Barrichello tem potencial para se dar bem caso acerte com a nova categoria. 

Na última temporada, Barrichello chegou a correr atrás de patrocínios pessoais para conseguir se manter na Fórmula 1. No entanto, o brasileiro viu suas chances terminarem quando seu compatriota Bruno Senna foi anunciado como titular da Williams, sua antiga equipe.

Sem vaga na F-1, Rubinho topou fazer testes na Fórmula Indy a convite de Tony Kanaan, brasileiro que corre na categoria e amigo pessoal de Barrichello. A possibilidade parece ter animado o veterano.

Testando pela KV, equipe de Kanaan, Barrichello se empolgou e se aproximou cada vez mais da categoria. Por isso, a tendência é que ele anuncie hoje o acerto com a escuderia de seu compatriota.

Apesar da proximidade do acerto, um dos pontos que pode pesar contra é a segurança da Indy. No ano passado, Dan Wheldon morreu em uma prova da categoria, o que não acontece na F-1 desde 1994. O próprio Rubinho já disse que sua família se preocupa com isso – com razão, segundo Boesel.

Não tiro a razão da família, com certeza os circuitos ovais são mais perigosos. Hoje em dia ainda mais. Os carros têm mais aderência do que na minha época, ficou mais fácil de pilotar, o que resulta em carros andando todos juntos. É por isso que acontecem os acidentes, existem pilotos que não usam o bom senso e o circuito oval não perdoa erros”, destacou Boesel.

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